O que Obama disse às filhas depois da vitória de Trump

Obama contou à revista ‘New Yorker’ a conversa que teve com as filhas adolescentes depois de Trump ser eleito presidente.

Enquanto primeiro presidente negro na Casa Branca, Barack Obama procurou, ao longo dos dois mandatos, controlar as tensões raciais nos EUA, falando em prol das minorias e incentivando ao acolhimento, por parte dos americanos, de imigrantes vindos de todo o mundo.

Com a vitória de Donald Trump, que fez campanha para as presidenciais dos EUA insistindo em defender políticas anti-imigração, culpabilizando as minorias pelo desemprego e entrando numa cruzada contra os muçulmanos, o legado de Obama pode estar em causa, mas o ainda presidente dos EUA tem incentivado os norte-americanos a unirem-se agora, mais do que nunca, para lutar pelo direito à diferença e à convivência pacífica.

E foi precisamente essa mensagem que passou às filhas, Sasha, de 15 anos, e Malia, de 18. Num perfil publicado pela revista New Yorker, e para o qual o ainda presidente contribuiu com declarações, Obama contou como explicou às filhas como deviam agir daqui em diante. “O que lhes digo é que as pessoas são complicadas. As sociedades e culturas são complicadas… isto não é matemática: é biologia e química”. E continuou: “O vosso trabalho, enquanto ser humano decente, é constantemente afirmar, incentivar e lutar por tratar as pessoas com bondade, respeito e compreensão”.

Admitindo que disse às filhas que podiam esperar ataques motivados pelas diferenças raciais, Obama aconselhou-as a agirem perante o confronto e não permanecerem como que enroladas “em posição fetal”. Mas, como já é habitual, não quis terminar a conversa com as adolescentes sem uma nota de otimismo e pediu-lhes para não começarem a preocupar-se com “o apocalipse”.

DN

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