Renamo condena o silêncio da Assembleia da República sobre os atentados de Zimpinga

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“Nós, seus colegas de jornada, esperávamos algum ‘pronunciamento’ da presidente da Assembleia da República, independentemente dos autores desta acção, pelo menos este gesto de ‘pronunciamento’”, deputado da Renamo Simone Macuiana

No seguimento das actividades da II Sessão Ordinária da VIII Legislatura, a bancada parlamentar da Renamo levantou-se ontem contra o silêncio da Assembleia da República sobre os atentados contra a comitiva do presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, sobretudo a emboscada do dia 25 de Setembro, em Zimpinga, distrito de Gondola, província de Manica.

Na comitiva de Afonso Dhlakama estavam deputados da Assembleia da República. Simone Macuiana era um deles, e diz que, depois dos ataques, enviou uma carta-denúncia à presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, de quem esperava alguma declaração.

Durante a cerimónia de abertura da sessão, no seu discurso, Verónica Verónica Macamo não falou dos ataques a Afonso Dlhakama e à sua comitiva.

Em resposta a Macuiana, Verónica Macamo confirmou a recepção da carta, mas disse que não se pronunciou porque o assunto estava a ser tratado por órgãos próprios, mas não disse quais são.

“Nós, seus colegas de jornada, esperávamos algum ‘pronunciamento’ da presidente da Assembleia da República, independentemente dos autores desta acção”, disse o deputando Simone Macuiana, que foi uma das vítimas da emboscada de Zimpinga.

E acrescentou: “Até prova em contrário, continuamos colegas de jornadas parlamentares de V. Excia, presidente da Assembleia da República”.

Não foi só Verónica Macamo, que é também membro da Comissão Política da Frelimo, que cobriu com um manto de silêncio os ataques ao presidente da Renamo e à sua comitiva. Margarida Talapa, chefe da bancada da Frelimo, também não tocou no assunto.

“Era esta a questão que queria colocar, na esperança de que a senhora presidente da Assembleia da República se pode pronunciar ao seu mais alto critério em defesa da magna casa”, disse Macuiana.

Verónica Macamo confirma recepção da carta

“Eu recebi a carta-denúncia, mas pareceu-me que a carta tinha um procedimento que não era para ser tratado por esta casa, mas sim por órgãos próprios. Eu achei que o melhor era deixar que as coias fossem feitas, para depois nos pronunciarmos.

Não foi por nenhuma maldade, não teve nem sequer motivação política”, declarou Verónica Macamo.

“Há um rigor nesta casa. Eu usei o rigor porque não tenho dados, elementos substanciais para me pronunciar.”, disse. (André Mulungo)

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Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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