Governo assume a violação dos acordos

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António Muchanga, porta-voz da RENAMO, disse em entrevista à DW África que “quem está a dizer que o Governo está a violar o acordo não é só a RENAMO.

É o próprio Governo que está assumir esta violação. Este é um processo que se alastra há muitos dias porque os elementos da RENAMO estão aglomerados em algumas localidades onde esperam a sua re-integração, nomeadamente em Inhambane, Sofala, Zambézia e Tete. Então, é a partir desses sítios onde são atacados. Só que esses ataques violam os acordos e podem criar problemas porque nos confrontos estão a morrer muitas pessoas. E esses acordos foram precisamente para parar com o derramamento de sangue”, destacou Muchanga.

Para o maior partido da oposição, as novas operações são uma violação dos Acordos de Paz de 1992 e do Acordo do fim das hostilidades de 2014.

Recorde-se, que o cerco à casa do líder do maior partido da oposição, Afonso Dhlakama, na Beira, terá sido o marco desta recolha compulsiva de armas aos homens da RENAMO. Na altura, princípios de outubro, 16 armas pertencente a sua guarda foram entregues à polícia. Desde então se desconhece o paradeiro de Afonso Dhlakama.
Enquanto isso, o desarmamento da RENAMO e a integração dos homens deste partido no exército regular são temas que ainda não reúnem consenso nas negociações entre as partes, apesar de meses de diálogo.

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