Deputados dizem que a morte de Dom Jaime é grande perda no momento em que o país luta pela reconciliação

Deputados dizem que a morte de Dom Jaime é grande perda no momento em que o país luta pela reconciliação

O primeiro deputado da Assembleia da República a exprimir a dor da perda do Arcebispo da Beira foi Eneas Comiche. Para o deputado da Frelimo, Dom Jaime Gonçalves morreu quando ainda tinha muito por dar.

“A morte de Dom Jaime é uma perda muito grande para todos nós moçambicanos. Não só pelo papel que desempenhou na Igreja Católica, mas, sobretudo, pelo papel que desempenhou no processo que culminou com o Acordo Geral de Paz. Penso que Dom Jaime ainda tinha muito a dar no processo de reconciliação dos moçambicanos, principalmente neste momento que estamos a atravessar”, disse Eneas Comiche, manifestado tristeza pela situação.

Do lado da Renamo, falou Samo Gudo, que, do Arcebispo guarda uma imagem de um homem que morreria pelo país, se necessário fosse.

“Neste momento em que lutamos em encontrar todos os caminhos possíveis para que a paz regresse ao país, o desaparecimento físico de Dom Jaime Gonçalves é sem dúvida uma perda irreparável da qual iremos nos ressentir nos próximos dias e nos próximos meses. É com muita pena que nós encaramos esta perda. Lamentamos profundamente. Dom Jaime foi uma pessoa que muito se interessou pela paz. A imagem que tenho dele é de um homem destemido, alguém que daria vida por este país”, afirmou Samo Gudo.

Por fim, o momento de condolências coube também ao terceiro partido representado no parlamento: o MDM. A representar o seu partido, Lutero Simango defende que a melhor forma de os moçambicanos valorizarem o legado de Dom Jaime é seguir o caminho da liberdade.

“Os moçambicanos devem saber valorizar este dom que aprendemos de Dom Jaime, o dom de não saber calar. Não devemos nos manter em silêncio, porque o silêncio nos mata e destrói. Por isso os moçambicanos devem saber falar e dizer “não”, quando se justifica. Por isso, a melhor forma de valorizar esta figura é seguir o seu caminho, o caminho da liberdade religiosa e espiritual”, finalizou Simango.

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