Ataques armados preocupam ONP

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Ataques armados preocupam ONP

A ORGANIZAÇÃO Nacional de Professores (ONP) mostra-se preocupada com o encerramento de alguns estabelecimentos de ensino em certas áreas do país, devido às constantes incursões armadas levadas a cabo por homens da Renamo.

Tal facto, segundo considera a agremiação socioprofissional, constitui um empecilho ao processo de ensino e aprendizagem. A preocupação foi manifestada recentemente na cidade de Nampula pelo secretário-geral daquela organização, Francisco Nogueira, falando aos órgãos de comunicação social por ocasião da tomada de posse dos membros do gabinete provincial de preparação do IV congresso da agremiação agendado para o mês de Agosto próximo.

Nogueira não só lamentou o facto de a situação do encerramento de escolas afectar os alunos, como também os professores que neste momento não estão a trabalhar ou são movimentados de um lado para outro, o que tem consequências nefastas nas suas actividades sociais e profissionais.

“Nós como sindicato de professores queremos que os professores dêem aulas em clima de paz. O que está a acontecer é mau para o processo de ensino e aprendizagem”, disse Francisco Nogueira.

O secretário-geral da ONP apelou ao Governo e à Renamo para que retomem o diálogo político, para que o mais rapidamente possível as hostilidades militares em curso sejam ultrapassadas, permitindo assim o retorno à normalidade do processo de ensino e aprendizagem nas escolas.

Temos esperança que até Agosto, mês da realização do nosso congresso, tenhamos a situação da tensão político-militar resolvida, observou Francisco Nogueira.

André Jana, chefe do gabinete provincial de preparação do IV congresso da Organização Nacional de Professores em Nampula, que partilhou as palavras de Francisco Nogueira, apelou ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para que aceite o convite formulado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, para o diálogo sério e sem pré-condições.

O que posso salientar aqui é que devido a esta situação político-militar que o país vive, alguns dos nossos colegas professores não estão a dar aulas nas escolas situadas nas zonas atingidas. Só será possível voltarem ao convívio escolar com o fim destes ataques, o que passa necessariamente por um entendimento entre as partes envolvidas através do diálogo”, anotou André Jana.

Em Sofala, por exemplo, onde tais hostilidades se fazem sentir com muita frequência, há notícias de que a acção dos homens armados da Renamo coloca de fora milhares de estudantes que, temendo cair nas malhas do conflito, demandam lugares seguros, longe dos seus habituais locais de residência.

 Jornal noticias

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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