Joaquim Chissano leva água a Gumbane

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Joaquim Chissano leva água a Gumbane

PELO menos 400 famílias, totalizando cerca de cinco mil pessoas do povoado de Gumbane, na localidade de Mulotane, distrito de Boane, contam desde quarta-feira com cinco fontanários que vão minimizar a crise de água que há anos se regista naquele ponto da província de Maputo.

Os fontanários, com capacidade para 25 mil litros de água, foram doados pela Fundação Joaquim Chissano e serão abastecidos por camiões cisternas duas vezes por semana, pois a água existente na zona é salobre e está a uma profundidade de até 90 metros.

Naquela região de Maputo, a água em condições ideais para o consumo humano encontra-se a cerca de 120 ou 140 metros e, eventualmente, em quantidades reduzidas. A situação, segundo soubemos, encarece a opção por furos de captação.

Com o apoio da Fundação Joaquim Chissano, homens e mulheres de Gumbane, uma comunidade localizada a cerca de 30 quilómetros a noroeste da cidade de Maputo, passarão a ter mais tempo de repouso, contrariando o cenário de longas filas de espera na única fonte disponível até quarta-feira.

A instalação de todos os equipamentos dos fontanários esteve a cargo da Fundação Joaquim Chissano que contou com o financiamento de um filantropo norte-americano mobilizado por um antigo bolseiro da instituição, cujo patrono é o antigo Presidente da República.

Na cerimónia de entrega das fontes de água, a população local falou do drama que vivia para ter cinco litros de água. Passavam noites na fila para levar à casa água apenas suficiente para confeccionar uma refeição. Quem pudesse recorrer a vendedores pagava 10 meticais por cada bidão de 20 litros.

Maria de Fátima, ligada a uma congregação religiosa que teve um papel crucial na mobilização de financiamento para as fontes, disse que os primeiros contactos foram feitos em 2004/06, altura em que foi visitada por um grupo de norte-americanos. Mais tarde e já com a intercessão de Célio Monjane, ligado à Fundação Joaquim Chissano, actualmente a estudar nos Estados Unidos da América, foram dados passos significativos que conduziram à materialização deste sonho.

A cidadã aproveitou a presença dos responsáveis máximos da Fundação para apresentar outras preocupações da zona, com destaque para a falta de um centro de Saúde com maternidade, energia eléctrica, salas de aula, lojas e meios de transporte.

Celso Manjate, chefe do posto administrativo de Mulotane, recomendou à população para usar correctamente a água, destacando que a crise deste recurso se deve à seca.

Informou aos utentes que deverão pagar 2,5 meticais por cada recipiente de 20 litros, o que representa uma grande redução em relação ao que vinham desembolsando.

Leonardo Simão, director-executivo da Fundação Joaquim Chissano, reconheceu que os 50 mil litros de água a serem disponibilizados duas vezes por semana não são suficientes, mas já constituem um salto comparativamente ao passado em que as pessoas passavam dias e noites para ter apenas cinco.

Explicou a proveniência dos fundos e apelou à conservação dos equipamentos. Falou também da opção pelos furos que se deve aos custos de aquisição.

Contudo, avançou que a instituição que representa vai interagir com o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) para se conectar as fontes à rede pública, cujas condutas estão a menos de cinco quilómetros.

 Jornal noticias

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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