Renamo deve adoptar diálogo e não as armas

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Renamo deve adoptar diálogo e não as armas

O MEMBRO do Comité Central da Frelimo Basílio Muhate defende que a Renamo deve repensar na sua estratégia de actuação política, ao invés de continuar a perpetrar ataques contra alvos civis e infra-estruturas como forma de querer alcançar o poder.

Muhate, que falava ontem na Matola no intervalo da sessão Comité Central desta formação política, disse ser preciso que a Renamo se reveja como partido político e procure soluções viáveis para resolver os seus problemas que afinal são também parte de um grupo de moçambicanos.

“Como cidadão penso que a melhor forma de procurar soluções para os nossos problemas é o diálogo e a Renamo não pode ser uma excepção. Este partido deve parar com os ataques armados e voltar à mesa do diálogo”, defende Basílio Muhate, abordado pelo “Notícias” para se pronunciar sobre a tensão militar que se regista no país, Basílio Muhate afirmou que não faz sentido que a mesma formação política tenha duas formas de actuação, no parlamento e no campo militar.

“Não se pode admitir que um mesmo partido esteja na Assembleia da República alegadamente a representar o povo que o elegeu e em simultâneo esteja no mato a atacar esses mesmos cidadãos que votaram nela”, lamentou Basílio Muhate.

Acrescentou que a este ritmo o país corre o risco de regredir porque deixa de se concentrar em questões importantes como o desenvolvimento socioeconómico e o combate à pobreza por causa dos ataques a alvos civis.

No seu entender, a Renamo deveria aceitar retomar o diálogo como única alternativa para resolver qualquer diferença e o líder Afonso Dlakhama prestaria um importante papel ao país se aceitasse se encontrar e dialogar com o Presidente da República, Filipe Nyusi, que repetidas vezes manifestou a sua disponibilidade para este encontro e concordou com a criação de uma comissão organizadora.

Muhate defende ainda que o maior partido da oposição no país actua de má-fé quando recusa o diálogo pela paz e não apresenta outra alternativa senão a violência, como forma de reivindicar as suas supostas preocupações.

“Esta é uma actuação preocupante para toda a sociedade moçambicana porque mina a paz e provoca sofrimento de terceiras pessoas, os cidadãos moçambicanos, que vêem as suas condições de vida retrocederem por causa da violência armada”, referiu Muhate.

Jornal noticias

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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