Filipe Nyusi disse que organização transcendeu agenda linguística

Filipe Nyusi disse que organização transcendeu agenda linguística

O Presidente moçambicano defendeu ontem que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) transcendeu nos últimos 20 anos “questões essencialmente histórico-linguísticas” e espera que a organização seja elevada para “novos patamares”.

Numa mensagem difundida por ocasião dos 20 anos da fundação da CPLP, que hoje se assinalam, Filipe Nyusi considera que a organização conseguiu alcançar uma agenda de “fatores de paz, progresso e bem-estar sociocultural” dos seus povos e transmitiu determinação e empenho dos estados-membros na superação de novos desafios.

Na mensagem, dirigida ao secretário-executivo da CPLP, o moçambicano Murade Murargy, Filipe Nyusi destaca que as realizações da organização resultaram de um “trabalho árduo e determinado” e também da “enorme vontade de dar vitalidade aos valores e princípios que nortearam” a sua criação.

“Unidos por uma língua e por um passado partilhado, e por uma visão de futuro comum, fizemos das nossas relações de amizade e solidariedade um instrumento de concertação político-diplomática em prol dos objetivos traçados”, sustentou o chefe de Estado de Moçambique, um dos países fundadores da CPLP.

Segundo Nyusi, a comunidade conseguiu ainda superar a sua descontinuidade geográfica, com nove estados-membros em quatro continentes, e consolidar-se como “uma organização com uma palavra a dizer no concerto das nações”.

A CPLP foi fundada em Lisboa a 17 de julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, a que se juntaram Timor-Leste, em 2002, e Guiné Equatorial, em 2014.

HB // SO

Lusa/Fim

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