Moza Banco reage a rumores de falência

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O Moza Banco, uma das principais instituições financeiras em Moçambique e com participação de 49% do Novo Banco de Portugal, reagiu hoje em comunicado a rumores sobre uma falência iminente e assegurou que se encontra sólido.

“Esta campanha de desinformação tem vindo a ganhar contornos de sofisticação e de maledicência, através da circulação de informações falsas e sem nenhum tipo de fundamento, incitando os clientes a efetuarem levantamentos dos seus depósitos, sob a alegação da Instituição encontrar-se em dificuldades”, afirma o comunicado do Moza Banco.
A instituição bancária reagia a mensagens de origem desconhecida que têm circulado nas redes sociais, dando conta de que o Moza estaria prestes a decretar falência e sugerindo aos respetivos clientes o levantamento rápido dos seus depósitos.
Segundo o Moza Banco, este tipo de campanha “vem ganhando contornos crescentes, a partir da intervenção do fundo de resolução no BES [Banco Espírito Santo] em 2014”, que deu lugar ao Novo Banco, atual acionista da instituição moçambicana.
“O Conselho de Administração do Moza Banco e o Banco de Moçambique, na qualidade de autoridade reguladora e supervisora, estão a acompanhar estas ocorrências e medidas concretas estão a ser empreendidas por forma a assegurar a credibilidade e confiança no sistema financeiro nacional”, afirma o comunicado, rejeitando dificuldades na solidez da sua situação financeira.
“Os factos e o desempenho que temos tido nos últimos anos, demostram claramente o contrário, e reforçam a convicção dos acionistas e gestores que o Moza continua a sua trajetória de inovação e crescimento”, declara.
O Moza refere ainda que “está consciente dos contornos da conjuntura económica do país”, marcada por forte desvalorização do metical, abrandamento do crescimento do Produto Interno Bruto, descida do investimento e subida da inflação, e acrescenta que “está a implementar medidas que mitiguem e contornem os impactos adversos”.
Em 2015, o Moza registou um resultado líquido de 81,7 milhões de meticais, abaixo dos 153 milhões de meticais  no ano anterior.
Esta redução, segundo o relatório e contas de 2015, era “expectável e normal”, referindo que o banco “encontra-se na fase de expansão da sua rede e consolidação dos processos e negócios, sendo que os custos absorvem a maior parte de receitas neste estágio”.
Fundado em 2008, o Moza é o quarto maior banco do país, sendo detido em 50,9% pela Moçambique Capitais e em 49% pelo Novo Banco.
Em 2015, realizou uma mudança de imagem, mantendo 800 trabalhadores e 59 unidades de negócio em todo o país, 76 mil clientes, e uma quota de mercado de 7,2% no crédito, 7,68% nos depósitos e 8,88% nos ativos.

Lusa

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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