PRM diz que não vai tolerar perturbações em marcha pela paz

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A PRM disse hoje que não vai tolerar perturbações da ordem pública na manifestação convocada para sábado em Maputo por organizações da sociedade civil, a exigir o fim dos confrontos militares que opõem as forças dominantes no país.

“Não serão toleradas perturbações da ordem pública na marcha de sábado”, disse à Lusa o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo, Orlando Modumane.

A marcha, que decorrerá sob o lema “O Povo já não aguenta”, começará às 07:30 de Maputo (06:30 em Lisboa) e vai percorrer algumas das principais avenidas do centro da capital.

O porta-voz da PRM em Maputo disse que a corporação já foi notificada pelas autoridades municipais e todas as condições foram criadas para garantir a segurança das pessoas.

“Estaremos atentos para garantir que a manifestação seja feita dentro da lei e as pessoas possam seguir com as suas rotinas em tranquilidade”, acrescentou Orlando Modumane.

Além de exigir o fim das confrontações militares entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, as organizações da sociedade civil exigem participar nas conversações de paz em Moçambique, que decorrem na presença de mediadores internacionais.

Na quarta-feira, os mediadores internacionais nas negociações de paz em Moçambique divulgaram uma proposta às delegações do Governo moçambicano e da Renamo para a suspensão imediata das hostilidades militares, mas as partes não chegaram a acordo e as conversações estão interrompidas até 12 de setembro.

Em junho, as mesmas organizações da sociedade civil foram às ruas para protestar contra a crise política e económica que o país atravessa, exigindo a responsabilização dos autores das chamadas dívidas escondidas, que totalizam 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros), e que fizeram disparar a dívida pública para 86% do Produto Interno Bruto.

Declarações públicas de organizadores da marcha do próximo sábado já deram a entender que, além da exigência de paz, a crise económica em Moçambique e o caso das dívidas escondidas também constarão das palavras de ordem.

As autoridades moçambicanas acusam a Renamo de uma série de emboscadas nas estradas e ataques nas últimas semanas, em localidades do centro e norte de Moçambique, atingindo postos policiais e também assaltos a instalações civis, como centros de saúde ou alvos económicos, como comboios da mineira brasileira Vale.

Alguns dos ataques foram assumidos pelo líder da oposição, Afonso Dhlakama, que os justificou com o argumento para dispersar as Forças de Defesa e Segurança, acusadas de bombardear a serra da Gorongosa.

A Renamo exige governar em seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder há mais de 40 anos) de ter cometido fraude no escrutínio.

EYAC (HB) // EL

Lusa 

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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