Prémio de mérito na conservação: Filipe Nyusi, distinguido nos EUA

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A FUNDAÇÃO ICCF (International Conservation Caucus Foundation) atribuiu ontem ao Presidente da República, Filipe Nyusi, o Prémio de Mérito na Conservação. O facto ocorreu em Washington, nos Estados Unidos da América, onde o Chefe do Estado se encontra a efectuar uma visita de trabalho desde quarta-feira.

No acto John Gantt, presidente da ICCF, declarou que o Presidente Filipe Nyusi ganhou este prémio por promover um novo conceito de parque nacional no seu país: o parque nacional enquanto motor de desenvolvimento humano.

Gantt adiantou que não é nenhum segredo que a fauna bravia de Moçambique sofre com a caça furtiva. No entanto, Nyusi comprometeu o seu país a efectuar uma melhor protecção dos seus treze parques nacionais e reservas, enquanto promove, simultaneamente, uma nova abordagem de desenvolvimento rural: utilizar os parques e reservas de Moçambique como motores da educação, desenvolvimento económico, e prestação de serviços para as comunidades tradicionais que compartilham ecossistemas com estes tesouros naturais.

No passado algumas pessoas entendiam que a conservação da natureza e o desenvolvimento humano eram objectivos que competiam entre si. Agora líderes visionários, como o Presidente Nyusi, reconhecem que o crescimento económico sustentável está intimamente ligado a um meio ambiente saudável – e que os seres humanos e as economias naturais são interdependentes.

O Chefe do Estado alertou que “Moçambique seria menos Moçambique se olhássemos passivamente para o abate ilegal das florestas e da fauna. No seu discurso, Filipe Nyusi agradeceu ao ICCF pelo prémio e enalteceu o trabalho que está a ser desenvolvido no Parque Nacional da Gorongosa (PNG) – uma referência do sistema de áreas protegidas do país e o impacto que o mesmo tem junto das comunidades locais.

O PNG é gerido conjuntamente pelo Governo de Moçambique e pela Carr Foundation, organização sem fins lucrativos dos EUA.

O Presidente da República disse tratar-se de um exemplo de área de conservação que protege a biodiversidade, enquanto ajuda as comunidades humanas que o circundam. O acordo de gestão conjunta para Gorongosa inclui o parque nacional de 400 mil hectares e também uma zona tampão (zona de desenvolvimento humano) de sensivelmente 600 mil hectares, adjacente ao parque e onde vivem cerca de 175.000 pessoas.

No Parque Nacional da Gorongosa ao longo dos últimos 10 anos os números de animais selvagens aumentaram de 10.000 para mais de 71.000. Entre outras realizações, tem criado empregos na área do turismo e estabeleceu o Laboratório de Biodiversidade E. O. Wilson, que aprofunda os conhecimentos ecológicos e forma jovens moçambicanos para serem cientistas.

 

Jornal Noticias

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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