Monteiro diz que Pondeca devia ter protecção policial por ser membro do Conselho de Estado

Quarenta e oito horas depois do assassinato de Jeremias Pondeca, membro do Conselho de Estado e da delegação da Renamo no diálogo, o ministro do Interior convocou a imprensa para se pronunciar sobre o caso.

Basílio Monteiro disse que, como membro do Conselho de Estado, Pondeca devia ter protecção policial. “Como membro da comissão mista, não constava do protocolo ter segurança, mas, como membro do Conselho de Estado, a Polícia tem obrigação de garantir segurança”, disse, sem avançar muitos detalhes, para depois afirmar que “tem que se perceber com quem ele estava no momento do crime, mas este elemento segurança em nenhum momento foi negligenciado”. O ministro garantiu que tudo será feito para encontrar e deter os autores do assassinato.

Quando questionado se a morte do antigo deputado da Renamo tem ou não motivações políticas, o governante foi cauteloso: “Olhamos para este caso como um acto criminoso. Quando os autores forem encontrados, as motivações serão conhecidas e transmitidas à sociedade”.

Para o ministro, qualquer possibilidade que terá levado ao assassinato do membro da Renamo será considerada na investigação. Entretanto, explicou que caso existam esquadrões da morte, aPolícia vai eliminá-los. “Estamos a explorar todas as hipóteses. Quer seja ela uma motivação interna ou externa, nós estamos atentos aos indícios. Quanto aos esquadrões da morte, se existirem, é nossa missão acabar com eles, pois a nós interessa promover a segurança”, disse sem se alongar na questão.

O ministro aproveitou ainda a ocasião para tranquilizar a população de Boane, garantindo que uma equipa da Polícia está a trabalhar no sentido de devolver a tranquilidade àquela zona, depois de um grupo de 15 homens assaltar diversas residências, roubar dinheiro e celulares e espancar os residentes.

Opais 

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