Nyusi e a Inclusão

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“A inclusão será o tecto para a sustentabilidade da nossa governação, uma inclusão que significa termos moçambicanos no centro dos objectivos da governação” – Nyusi

EXISTEM aspectos, talvez conceitos que precisamos colocar em pratos limpos, como se diz na gíria popular. O mote dos partidos políticos é a conquista, exercício e manutenção do poder.

Um poder resultante do namoro incessante do eleitorado e manutenção, resultante da demonstração da mais-valia em manter a confiança de quem exerce esse poder. Essa conquista exige um trabalho árduo por parte de quem conquista. Seria caricato investir em palavras, presentes e gestos de amor para demonstrar a uma mulher que realmente a pretendemos e queremos edificar um lar juntos, para depois convidar um segundo pretendente a partilhar o mesmo tecto connosco, portanto, com o casal, por solidariedade ou inclusão. Os manos aqui chamariam a isso “massinguita”.
A inclusão não significa coligação entre partidos políticos e nem a partilha do poder entre dois partidos. As regras do jogo já foram previamente definidas. Os partidos políticos vistos no sentido lato, como associações de cidadãos, de carácter duradouro, que procuram, por meio de eleições, conquistar o poder, a fim de materializarem as suas ideais e programas visando a solução os problemas encontrados pela comunidade, constituem o “sistema nervoso central da democracia”, essencialmente com o fim de participar no funcionamento do sistema de governo constitucionalmente aprovado.

Para a prossecução dos seus fins, como elucida o professor Cruz (2001), os partidos políticos desempenham um leque de actividades que acabam por consubstanciar as suas funções, algumas das quais, a função de articulação e agregação de interesses sociais, que tem sido cumprida ao procurarem captar e articular as aspirações de estratos sociais específicos, como associações empresariais, organizações sindicais, bem como através da criação de organizações paralelas, como por exemplo, da juventude partidária, das mulheres, dos combatentes, reforçadas com as fundações políticas próximas aos partidos, com o objectivo de pesquisar e divulgar os valores da democracia e ajudar a enraizar a cultura democrática no estado e na sociedade. Estas actividades devem ser acompanhadas de ciclos de discussão, jornadas parlamentares abertas à sociedade civil; visitas a associações e grupos de interesse e contactos permanentes com o eleitorado.

Se disséssemos assim de forma nua e crua, que todas estas funções e fins ganham corpo na Frelimo, julgo que não estaríamos a enganar o professor Ilídio Cruz e explicação plausível e convincente talvez buscássemos na ACLIN, OMM, OJM (organizações sociais do partido no poder) e outras organizações da sociedade civil onde Nyusi faz transpirar a inclusão. Nyusi aborda e pratica a inclusão como paradigma da sua governação.

Aliás, como disse no seu discurso inaugural, no seu coração cabem todos moçambicanos. Uma inclusão que forma um mosaico de importantes pontos de vista da geração de relações justas, equânimes, com oportunidades iguais para todos, que acolhe todos em suas singularidades para contribuir com seus saberes na edificação de um Moçambique cada vez melhor. Nyusi entende a inclusão como fonte de renovação, de vitalidade, um verdadeiro antídoto contra a mesmice. Uma inclusão que diz respeito à criação de um ambiente no qual cada um tenha a oportunidade de participar plenamente na criação do sucesso da relação, da missão escolhida, do desafio enfrentado, e no qual todos são valorizados em suas diferentes habilidades, conhecimentos e atitudes.

Assim, a inclusão em Nyusi significa oportunidades para todos, justa e equitativa distribuição das oportunidades. O envolvimento de todos moçambicanos independentemente da raça, cor, tribo, linha, género, idade, religião, convicção política e todas formas de discriminação. “A inclusão significará a criação de oportunidade para todos os moçambicanos, numa sociedade onde o esforço e o desempenho de cada um são respeitados.

Não significará necessariamente a nomeação para cargos de governação nem de chefia. A inclusão em Nyusi tem estado a superar as expectativas dos moçambicanos, ultrapassando o quadro actual de uma democracia no masculino, evoluindo para um maior equilíbrio entre o homem e a mulher no exercício de cargos políticos.

“O meu compromisso com a inclusão não poder criar a expectativa de acesso ao poder fora da lei e a todo o custo”, afirma Nyusi que encara a inclusão como sendo a maior abertura para a participação de todos os moçambicanos na vida política, económica, social e cultural do país, independentemente da raça, cor, língua, etnia, tribo, regiões? religião, cor partidária, idade, estrato social .

Nyusi no seu espírito de abertura e inclusão manifestou disponibilidade para receber da Renamo propostas de nomes de quadros a nomear para diferentes funções e a Renamo não aceitou o convite, negando assim a sua inclusão e mantendo a sua lógica de auto exclusão.

Continue firme Presidente Filipe Nyusi! Nós confiamos em ti!

Eurico Nelson Mavie

Jornal Noticias

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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