Colapso (12) – NINI SATAR

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Colapso (12)

Na minha modesta opinião, o sector mais nevrálgico e sensível de qualquer sociedade, é o da saúde. Creio eu que muitos vão corroborar com isso. O sector da saúde em nenhum momento deve descarrilar. Outros até podem, embora não seja de agrado de ninguém. Saúde não, não, mil vezes não!

O áudio aqui postado, revela a podridão a que esta sujeito o nosso sistema de saúde devido à crise que abala a economia moçambicana. Crise essa provocada por algumas pessoas que, apesar de tudo, ainda distribuem sorrisos como se nada tivesse acontecido.

Uma funcionária do Posto de Saúde da Machava disse à Voz da América, que as ambulâncias não têm combustível há dois dias. O que, efectivamente, influencia no transporte dos doentes. Por outro lado, o mesmo hospital não tem energia. A população, qual benfeitor, é que compra. O Estado demitiu-se das suas funções.

E há ainda mais: não há comida no hospital. Os funcionários trabalham 24/24 horas. Agora, meus caros amigos do Facebook, digam-me: há esperança de algum doente internado ou que procura este mesmo hospital melhorar? E a culpa é dos funcionários? Mil vezes não. O facto é que temos um Governo incompetente!

Que hospital é esse, meus caros, que está às escuras por falta de dinheiro para comprar energia? Os serviços laboratoriais, a maternidade e todos os sectores sensíveis que precisam de luz eléctrica como é que funcionam? Colapso total.

O Governo está a implementar cortes em alguns serviços e outros subsídios cuja manutenção poderia comprometer o pagamento de salários aos funcionários públicos. Mas aqui fica a pergunta: temos que prejudicar o sector da saúde? Esta crise será que afecta a cúpula governamental?

E o Adriano Maleiane, o ministro da Economia e Finanças, ainda diz que se continuarmos a gastar sem nenhum controlo, corre-se o risco de se chegar ao fim-de-ano sem salários. Estamos a falar de salários de quem? Do Zé Povinho? Quanto é que ganha um ministro?

Se do seu salário pelo menos tirasse alguns centavos para ajudar à compra de credelec e comida para o hospital aqui referido, não seria de grande ajuda? O problema é que este Governo, como todos da Frelimo, é renitente. Empurrou a situação até à exaustão. Talvez não acreditava quando o FMI e os parceiros internacionais sentenciaram: não há dinheiro até que haja uma auditoria independente.

E só agora é que estamos preocupados com a auditoria independente. E caminhamos a passos de camaleão enquanto o povo sofre. Este País, juro, há-de arder!!!

É nesses momentos que me recordo das palavras de Luísa Diogo: os próximos tempos serão ainda piores. E o povo que ainda não aprendeu a ser cidadão…só olha e nada faz. Não sai à rua. Não se manifesta. Só murmura enquanto os deputados, cúpula governamental, lobbistas, lambe-botas e todos aqueles que são vizinhos do Governo da Frelimo estão a comer a grande e a francesa. O caos está instalado. Colapsooooooo!!!!!!

Nini Satar

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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