Protestos contra eleição de Donald Trump chagam à Europa

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Os protestos contra a eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos da América estão a intensificar-se e até já chegaram à Europa.

Até sexta-feira, o ‘New York Times’ contava manifestações em 37 cidades norte-americanas desde quarta-feira, 9 de Novembro, ou seja, o dia a seguir às eleições, e apesar da maior parte delas ser pacífica, há já centenas de presos e até um ferido, mas sem gravidade.

E este sábado, continuaram com alguma força em Nova Iorque e Los Angeles, e até em Berlim, na Alemanha, onde cerca de meio milhar de pessoas se concentraram, junto à embaixada norte-americana, protestando contra o muro que Trump disse querer fazer na fronteira com o México, noticia o jornal luso ‘Expresso’.

Não será por acaso que o ainda presidente dos EUA, Barack Obama, tenha aproveitado o seu discurso semanal, neste caso para assinalar o Dia dos Veteranos, para apelar à reconciliação de todos os norte-americanos.

“O instinto dos americanos nunca foi o de procurar o isolamento, mas sim o de procurar a força numa opinião comum. O de procurar a unidade no meio da nossa grande diversidade. E de manter essa força e unidade mesmo quando é difícil. E quando as eleições acabarem e procuremos formas de nos unirmos e de nos ligarmos de novo aos princípios que são mais duradouros que políticas transitórias’, disse.

Até agora, os maiores focos de contestação deram-se em Miami, Filadélfia, Los Angeles, San Diego, Oakland e Portland, ainda que contornos diferentes.

Portland, no estado do Oregon, foi onde a situação se complicou mais. Na sexta-feira à noite, cerca de quatro mil pessoas juntaram-se numa marcha pacífica, mas que depressa se tornou violenta com os manifestantes a partir montras de lojas e vidros de carros e a atirar objectos à polícia. Esta passou então a classificar o protesto como motim e lançou gás lacrimogénio para dispersar os manifestantes e prendeu cerca de 26 pessoas. Foi também aqui que um homem ficou ferido com um tiro, mas as autoridades ainda não sabem se teve ou não a ver com os protestos.

Foi registada violência também em Oakland e Los Angeles, ambas no estado da Califórnia, um dos que mais tem protestado contra a eleição de Trump.

Em Oakland, cerca de mil pessoas juntaram-se nas ruas, partiram montras e atiraram cocktails Molotov e garrafas à polícia. Segundo notícia a CNN, 11 pessoas terão sido presas, incluindo uma que tinha sete cocktails Molotov. Já em Los Angeles, logo na noite de quinta para sexta, foram presas cerca de 185 pessoas.

Em Miami, apesar de se terem juntado cerca de três mil pessoas nas ruas, avança Agência Lusa, citando agências internacionais, não houve quaisquer confrontos, apenas estradas bloqueadas. E o mesmo se passou, até agora, em Filadélfia, onde há já três dias que vários grupos de manifestantes marcham pelas ruas entoando palavras de ordem como ‘Not my president’ (Não é o meu presidente). Palavras que aliás, são comuns em todas as cidades onde tem havido estas concentrações contra Donald Trump.

Em Nova Iorque, já pelo quarto dia consecutivo, também se mantêm os protestos. Não só junto à Trump Tower, na 5ª Avenida, em Manhattan,mas também na Praça Washington. E em San Diego, a comunidade latina saiu em força, empenhando cartazes luminosos que diziam ‘Fuera Trump’ (Fora Trump).

DONALD TRUMP INICIA CONTACTOS COM POLÍTICOS DE EXTREMA-DIREITA

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, já iniciou contactos com outros líderes mundiais e começou pelo político de extrema-direita e líder do partido britânico UKIP, Nigel Farage, com quem esteve reunido este sábado em Nova Iorque, e ainda pela líder da Frente Nacional (FN) francesa, Marine Le Pen.

Sobre a reunião, a ex-chefe de campanha do republicano Kellyanne Conway informou que ‘foi muito produtiva’. ‘Creio que foi um encontro muito bom, no qual tiveram a oportunidade de falar de liberdade e vencer, e do que isso significa para o resto do mundo’, disse Conway à imprensa na Trump Tower, em Manhattan.

Farage, polémico político eurocéptico e contrário à imigração, foi um dos vencedores no referendo de 23 de Junho sobre a saída da Grã-Bretanha da União Europeia (Brexit). O político britânico mantém uma estreita relação com Trump, tendo participado num evento da campanha para as eleições presidenciais norte-americanas.

De acordo com a imprensa britânica, Trump pretende desenvolver uma estreita relação bilateral com a primeira-ministra britânica, Theresa May, muito parecida com a que mantiveram o antigo Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan (1981-1989) e a antiga chefe do governo britânico Margaret Thatcher (1979-1990), na década de 1980.

Em relação a França, o milionário norte-americano pretende reforçar os laços com Marine Le Pen, que esta semana considerou os resultados eleitorais norte-americanos uma ‘vitória da liberdade’.

A sobrinha de Marine, Marion Maréchal-Le Pen, anunciou este sábado na rede social Twitter que a FN (extrema-direita) tinha aceite um convite do ex-diretor-executivo da campanha de Trump, Stephen Bannon, para ‘trabalharem em conjunto’

Bannon integra a equipa para a transferência de poderes entre Trump e a administração do Presidente norte-americano, Barack Obama.
É um dos nomes referidos para ocupar o lugar de chefe de gabinete da Casa Branca.

Para este cargo é também referido o nome do presidente da Comissão Nacional Republicana (RNC, sigla em inglês), Rience Priebus, o principal aliado de Trump durante a campanha para as primárias republicanas.

Donald Trump venceu na terça-feira, dia 08 de Novembro, as eleições presidenciais norte-americanas, recolhendo 279 mandatos do colégio eleitoral, contra 228 de Hillary Clinton.
AIM

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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