Detenção de “Nini Satar” envolveu Interpol, FBI e autoridades Tailandesas

A detenção de Momad Assife Abdul Satar, o “Nini Satar”, um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso e responsável por fraude no antigo Banco Comercial de Moçambique, só foi possível graças ao envolvimento da Interpol, do FBI e das autoridades policiais da Tailândia que o prenderam num hotel de luxo.

O cidadão moçambicano mais procurado pelas autoridade, “Nini Satar”, foi detido na passada quarta-feira (25) no luxuoso hotel Marriott na cidade de Bangkok, na Tailândia.

O Comissário adjunto da polícia turística da Tailândia, Pol Maj Gen Surachet Hakpal, precisou a jornalistas que na sequência da emissão de um mandado de captura internacional contra Momade Assif Abdul Satar, pela Procuradoria-Geral da República de Moçambique em 2017, as autoridades moçambicanas também solicitaram a ajuda da divisão africana do Federal Bureau of Investigation (FBI) que alertou a sua divisão em Bangkok.

Após a detenção investigações revelaram que “Nini Satar” entrou no país asiático sob a identidade falsa de Sahime Mohammad Aslam há 3 anos, portanto um ano após deixar Moçambique para alegado tratamento médico na Índia, e tentou subornar os agentes da polícia tailandesa em troca da sua liberdade.

Momade Assif Abdul Satar, que deverá ser repatriado para Moçambique durante esta semana, terá de cumprir o resto da pena a que foi condenado como um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso assim como pela fraude do então Banco Comercial de Moçambique mas também será alvo de novos processos criminais relacionados com a onda de raptos que desde 2011 registam-se no nosso país e ainda pelo pelo seu envolvimento no homicídio qualificado do Procurador Marcelino Vilanculo.

@verdade

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