Moçambique processa Iskandar Safa, da Privinvest, por causa do calote das “dívidas ocultas”

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Moçambique está a processar o bilionário franco-libanês, Iskandar Safa, por fraude. Safa é director executivo e fundador da empresa de construção naval no centro do escândalo das “dívidas ocultas” de mais de 2 bilhões de USD.

O governo de Maputo, representado pela Peters & Peters Solicitors LLP, apresentou o caso na quarta-feira no tribunal comercial da Suprema Corte de Justiça em Londres, de acordo com a “Bloomberg”.

A acção legal é a mais recente de uma saga que já envolveu prisões, incluindo a do filho do ex-presidente de Moçambique, Armando Guebuza, o ex-ministro das Finanças Manuel Chang, e três ex-banqueiros do Credit Suísse Group AG.

Dois dos ex-funcionários do Credit Suísse declararam-se culpados nos EUA, enquanto a Privinvest negou qualquer irregularidade. Um porta-voz da Safa não quis comentar a alegação de fraude.

Moçambique iniciou em Fevereiro uma acção legal em Londres contra a Privinvest e algumas das suas unidades, que eram as únicas fornecedoras do projecto de 2 bilhões de USD que incluía uma operação de pesca de atum, estaleiros navais e um sistema de segurança costeira. Os acordos foram assinados em 2013 e 2014.

Um dos ex-funcionários do Credit Suisse, Andrew Pearse, disse no mês passado num tribunal de Nava Tork que Safa estava entre os representantes da Privinvest que lhe enviaram milhões de dólares em subornos para conseguir financiamento para o projecto.

Safa é um co-conspirador no caso do Departamento de Justiça dos EUA, de acordo com documentos judiciais. Ele não foi indiciado pelos EUA.

CARTA 

Jacinto G. Manusse

É um Empreendedor e Consultor de Marketing Digital que dedica a sua vida à produção e partilha de conteúdos de grande qualidade, contando já com alguns dos mais reconhecidos blogs em Moçambique.

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